O fórum foi realizado no teatro Raul Cortez e que se encontrou lotada de pessoas interessadas para saber o que é esse tal software livre ou de pessoas que já conheciam, mas queriam ver os seus palestrantes favoritos como o Jon Maddog Hall que tive uma paciente de ferro para atender à todos que pediam para tirar fotos e autógrafos.
Antes do início das palestras todos que confirmaram a presença, ganharam um kit contendo alguns panfletos dos patrocinadores, um dvd da recém-criada distribuição LINEDUC 1.0 (uma distro baseada no Ubuntu com fins educacionais para o município) e o jornal
RUAWEB da Hostnet n.º 6.
O início da cerimônia contou com a abertura dos funcionários da
FUNDEC de Caxias, Jon Maddog Hall (que brincou dizendo
bom dia e que seria a única frase em português que iria dizer) e pessoas relacionadas com a administração do prefeito
Zito (por sinal elevaram muito a bola), Caixa Econômica onde falaram da importância do software livre no município.
O teatro tinha dois telões e um deles estava usando a distruição Kubuntu e passava vídeos da FUNDEC onde abusaram dos efeitos CUBO do Compiz. (seria para conquistar o público?)
Falando das palestras. A primeira foi com o Alexandre Oliva com o título: A isca, o anzol e a grande rede onde falou dos "perigos" que um usuário desavisado tem em um sistema proprietário que na maioria das vezes nem sabem o tem em sua máquina e automaticamente "fisgado", perdendo a sua liberdade. Ao final foi tirada muitas dúvidas sobre sistemas livres e não livres onde muitos ficaram surpresos em saber que o Ubuntu não é sistema 100% livre e que o Google não é tão "bonzinho" quanto parece.
Outra palestra que muitos não esperavam que seria uma palestra divertida e com muito conteúdo foi do João Fernando da Revista Livre, onde foi mostrado como é feito a revista digital e quais são os programas que são utilizado e o João frisou que dá para usar software livre em editorização gráfica, deixando de lado o Draw e o Photoshop. Muitos fizeram essa pergunta: - Será?
A parte legal da palestra foi ondel ele disse que as pessoas são formadas para mexer em um certo tipo de programa e não ter um conceito e aplica-lo em qualquer programa, seja Photoshop ou no Gimp. Disse também que usuários "normais" do CorelDraw só usa 8% do que o programa oferece e muitos usam versões como X4 e mesmo assim se estivesse usando a versão 3.0 faria a mesma coisa.
Agora o que mais me surpreendeu e vi que todos tiveram a impressão foi a palestra do Jomar da ODF ALLIENCE. O Jomar deu uma aula em 50 minutos sobre documento aberto e ficou uma vontade de só falar disso o resto do dia.
Uma palestra muito dinâmica e com muito conteúdo e que teve uma boa aula de história para explicar a necessidade de se ter um formato aberto onde que não necessite de um programa só para abrir o seu documento. Escreva o seu documento e leia-o onde quiser seja hoje ou daqui à 10 anos.
Teve também a palestra do e-Uni que é um ensino à distância que foi palestrada por Henrique Rabelo da UniRio. Uma mesa com o 4CMBr mostrando os casos de sucesso com o software livre em cada município. A mesa conseguiu mostra superficialmente os seu "cases".
Para mim a palestra mais esperada foi com o Jon Maddog Hall que mostrou o seu projeto pessoal, sem apoio do governo chamado Projeto Cauã.
O projeto consiste em fazer um computador de bolso onde você pode acessar a internet e e-mail de qualquer lugar com uma conexão como de celular. Esse computador de bolso estará à venda em 2010 e será mostrado em São Paulo.
A palestra que perdi foi do Paulino da Fabrica Livre onde lamento profundamente, tenho informações breves do seu trabalho por escutar o podcast do Guanabara, mas o conteúdo abordado foi: Criando e sustentando um empresa livre. Creio que foi uma bela palestra.
Enfim, o município de Caxias ganhou vários pontos no meu conceito e mostrou que é um grande município que tem muita coisa a ser mostrado.
O FUNDEC está de parabéns por ter a coragem de fazer um evento desse porte e chamar palestrantes de alto nível.
Um ponto negativo foi a tradução simultânea com o Maddog Hall. Não gostei da voz da mulher, parecia que estava morta e que estava de saco cheio por estar ali. Confundia muito a pessoa que estava utilizando o serviço.